Projetos premiados em 2008 para serem copiados em 2009

domingo, 4 de janeiro de 2009

Começaremos este novo ano falando sobre o ano que passou. Mais específicamente sobre iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável, e para isto citaremos hoje o prêmio von Martius de Sustentabilidade, criado pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha para premiar projetos voltados ao desenvolvimento sustentado de comunidades.

O Prêmio von Martius de Sustentabilidade recebe este nome em homenagem ao botânico alemão Carl Friedrick von Martius (1794-1868), cujo trabalho de pesquisa científica, durante quase três anos, de 1827 a 1820, contribuiu para a botânica, história e cultura do Brasil. A premiação conta com o apoio do Ministério do Meio Ambiente do Brasil, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), do WWF-Brasil, da InWent e do Grupo Sustentax, além do patrocínio de várias empresas do setor privado. Suas premiações ocorrem desde 2000, quando foi criado, e na última edição, contou com 184 projetos inscritos.

Os 12 vencedores da edição de 2008 foram divulgados no dia 11 de Novembro. Divididos entre as categorias Humanidade, Tecnologia e Natureza, os projetos premiados foram:

CATEGORIA HUMANIDADE:

Organização: Centro de Educação Popular e Formação Social (CEPFS)
Projeto: Conjunto de dois projetos inscritos: "Convivência com a Realidade Semi-Árida -
Plantando Sementes de Solidariedade e Cidadania" e "Bancos de Sementes Comunitários -
Resgatando práticas de Solidariedade e Cidadania"
Local: Teixeira-PB
Classificação: 1º lugar


Organização: Universidade de Taubaté (Unitau)
Projeto: "O Homem e o rio: educação ambiental para sustentabilidade do rio Paraíba do Sul"
Local: Taubaté-SP
Classificação: 2º lugar


Organização: BBJ Associados
Projeto: "Talentos do Brasil"
Local: Rio de Janeiro-RJ
Classificação: 3º lugar


Organização: Fundação Orsa
Projeto: Atuação da Fundação Orsa do Vale do Jarí
Local: Barueri-SP
Classificação: Menção honrosa


Organização: Philips
Projeto: Doe Vida
Local: São Paulo-SP
Classificação: Menção honrosa


CATEGORIA NATUREZA:

Organização: Fundação O Boticário de Proteção à Natureza
Projeto: "Projeto Oásis"
Local: Curitiba-PR
Classificação: 1°lugar


Organização: Companhia Energética do Ceará (Coelce)
Projeto: "Programa Ecoelce de troca de resíduos por bônus de energia"
Local: Fortaleza-CE
Classificação: 2° lugar


Organização: Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná (Sema)
Projeto: "Educação ambiental para a família rural"
Local: Curitiba-PR
Classificação: 3° lugar


Organização: Banco Bradesco
Projeto: Fundação Amazonas Sustentável: um Projeto Win-Win de Desenvolvimento Sustentável
Local: São Paulo-SP
Classificação: Menção honrosa


CATEGORIA TECNOLOGIA:

Organização: Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar)
Projeto: "Aproveitamento energético de fontes renováveis em estação de tratamento de esgoto
- um projeto de sustentabilidade"
Local: Curitiba-PR
Classificação: 1º lugar


Organização: Fundação Mussambê
Projeto: "Reaplicação de tecnologia social para o aproveitamento total do coco babaçu:
configurando novas relações de trabalho na cadeia produtiva no médio Mearim Maranhense"
Local: Juazeiro do Norte-CE
Classificação: 2º lugar


Organização: Mercedes-Benz do Brasil
Projeto: "Uma abordagem competitiva na solução ambiental - Programa de Produção Mais Limpa"
Local: São Paulo-SP
Classificação: 3º lugar


Projetos como estes merecem ser divulgads, homenageados, e porque não copiados?! Copiados sim! Não se envergonhe, escolha uma das inciativas acima (ou várias!) e copie, adapte, adeque à sua realidade, à sua região e implante um destes projetos na sua cidade. Afinal, as boas idéias são aquelas que têm o mérito de serem copiadas e estas certamente merecem este mérito.

Em outras postagens continuaremos apresentando iniciativas de importância social e ambiental que merecem ser destacadas, homenageadas e reproduzidas, afinal nosso Brasil é grande, tem espaço para todos e muito ainda por se fazer!

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FELIZ NATAL

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008


O Instituto 5 de Junho deseja a todos um FELIZ NATAL e um 2009 cheio de realizações.
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Concreto e sustentabilidade?

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Por: Carlos Henrique Klein

A indústria da construção é considerada um dos principais indicadores de desenvolvimento de uma nação, representando o crescimento real das áreas urbanas, organização e reorganização dos sistemas de infra-estrutura, desenvolvimento social com construção de moradias, saneamento, malha viária e vários outros tipos de edificações, além de ser o setor da indústria e que mais emprega no país. Todavia, todo esse desenvolvimento implica em atividades impactantes ao ambiente tanto em meios urbanos, com o desenvolvimento das cidades, como em regiões afastadas, com a construção de estradas, pontes, represas, etc. Dessa maneira, enfrentar esse desafio se torna um dever de todo setor da Construção Civil.

Os processos construtivos vêm passando por constantes aprimoramentos, atendendo de maneira rápida e eficiente às demandas de mercado. Temos observado construções rápidas, com materiais leves e cada vez mais baratos em comparação aos padrões de resistência e estética apresentados, mas notamos também que a durabilidade dos componentes construtivos cada vez mais diminui. Dificilmente vemos construções feitas para durar. O que se apresenta no cenário comercial da construção é um processo rápido de edificação, mas que não visa perdurar por muito tempo. A indústria da construção se encarregou de incentivar a troca, o reparo e a reestruturação, mantendo assim o fluxo de capital e favorecendo o comércio de materiais de construção, matérias primas e insumos.


Quanto maior a quantidade de construções, maior será a quantidade de materiais empregados nas obras, o que implica diretamente no aumento da extração de componentes naturais e na produção de industrializados, como o cimento, para suprir as necessidades construtivas. De acordo com HAWKEN et al (1999)1, apenas 6% do total de matérias primas extraídas da natureza – cerca de 500 bilhões de toneladas anuais – chegam até o produto final desejado, sendo a maior parte do restante devolvido ao meio ambiente sob forma de resíduos danosos.

O concreto2 é o material mais produzido e utilizado nas construções brasileiras, sendo empregado em edificações, pontes, obras de arte, estradas, represas e outros em todo território nacional. Seu uso crescente também implica em atividades impactantes, não somente em sua aplicação, mas também em sua produção. Segundo LARANJEIRAS (2002)3 a cada tonelada de clinker produzido na fabricação do cimento corresponde, aproximadamente, a uma tonelada de gás carbônico emitida para a atmosfera. A indústria do cimento produz mais de 2 bilhões de toneladas anuais deste material, o que implica na emissão de 7% do total de dióxido de carbono lançado anualmente na atmosfera no mundo todo.

Para a produção do concreto, são também utilizados materiais como a areia e a brita, juntamente com outros aditivos minerais. Essa utilização beira o montante de 12 bilhões de toneladas anuais desses materiais. Se considerarmos, somando ao impacto da exploração, todo o processamento e transporte dessa matéria prima, veremos que todo processo de produção do concreto afeta muito desfavoravelmente o ambiente. Para finalizar, todo o processo consome mais de 1 trilhão de litros de água por ano.


A redução da durabilidade das estruturas de concreto provoca o aumento do consumo de matérias primas, produção de poluentes, gastos energéticos e custos adicionais com reparos, renovação e manutenção das construções.


As construções em concreto armado geralmente são projetadas para ter uma vida útil de 50 anos. Alguns estudos demonstram que em grandes centros, devido a inúmeros fatores, as construções não resistem aos 20 primeiros anos sem começarem processos de deterioração, sendo esse um processo mundial. A Associação Americana de Engenheiros Civis (ASCE) estimou, no ano de 2001, que o custo do reparo de infra-estrutura em concreto ultrapassou o valor de 1 bilhão de dólares nos EUA, fato que levou alguns estudiosos das tecnologias construtivas a sugerirem o aumento da vida útil das construções para, em média, 150 anos.


Aumentado a vida útil das estruturas em concreto, de maneira geral, se mostra uma boa solução a longo prazo para a preservação de recursos naturais, redução de impactos, economia de energia e aumento do potencial de extração das reservas naturais. Porém, para se obter esses resultados, é necessário a reestruturação do processo construtivo, que prega a produtividade acelerada, tornando-o propenso à preservação dos recursos, previsão de necessidades a longo prazo e maior durabilidade estrutural.

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1 Hawken, P.; Lovins, E.; Levins, H. Natural Capitalism – Creating the Next Industrial Revolution, Little Brown and CO., 1999, 369p.
2 O concreto é uma mistura homogeneizada de cimento portland (obtido da moagem direta do clinker) com aditivos minerais.

3 Laranjeiras, A.C.R.; Palestra – Estruturas de Concreto Duráveis – Uma chave para o sucesso do Desenvolvimento Sustentável, Simpósio Comemorativo IBRACON 30 anos, 2002.
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